Como Podem os Gadgets Matar a sua Imaginação?

Os esforços praticados por muitos de nós nas suas vidas diárias têm sido substituídos pela ação de “gadgets” altamente evoluídos, que têm invadido o mercado. Se é verdade que o advento da tecnologia simplificou as nossas vidas, existe download (67)uma faceta menos discutida por trás dos factos de conhecimento geral.

Os “gadgets” evoluíram a um ponto em que o seu tamanho se vem reduzindo cada vez mais, até que hoje nos cabem na palma de uma mão. A questão é: ter-nos-emos tornado tão dependentes a ponto de perder as nossas identidades?

Há quem afirme que sim. Suponha que está na hora de se deitar, depois de um cansativo dia de trabalho. Hoje em dia, o instinto natural é pegar no telefone e manuseá-lo, percorrendo as suas diversas aplicações. Ou então ir buscar um leitor de música e selecionar a banda sonora que o ajude a adormecer. Outra possibilidade é escolher um jogo num qualquer dispositivo, com que se entre
tém até que as suas pestanas estejam tão pesadas que já não consiga mantê-las abertas. Finalmente, acaba por adormecer com o “gadget” na mão.

A antiga arte de dormir parece ter-se perdido. Não foi há tanto tempo assim que as pessoas adormeciam enquanto olhavam o teto ou brincavam com sombras. Havia ainda aqueles que adormeciam ao embalo de uma história ou em conversa com um membro da família. Era simples assim.

Quando a mente aproveita a oportunidade para superar o cenário sobrepovoado de “gadgets” que passámos a incluir na nossa vida, ela facilmente chega a novos lugares, através da imaginação. Afinal, muitas das grandes descobertas da Humanidade aconteceram em momentos de ócio, como foi o caso de Newton quando definiu a lei da gravidade. Se as suas mãos estivessem distraídas com um “smartphone”, a ciência teria tido outro rumo.

A conclusão é que é importante libertar a sua rotina cheia de ocupações, preferindo um modo simples e fácil de viver. Se já trabalhou que chegasse, é tempo de se dar ao ócio e de permitir que a sua mente possa vagar com liberdade, para que cresça e continue a desenvolver-se.